Chama-se dieta detox à ingestão (normalmente feita após algum excesso alimentar) de alimentos predominantemente líquidos (sopas, chás, sumos, etc). O que poderia ser uma boa filosofia alimentar não fosse o facto de…não ter evidência cientìfica.
O nosso organismo possui ferramentas próprias de fazer a desintoxicação, através da eliminação por via urinária, fecal e biliar. No entanto, para que ocorra essa desintoxicação, é necessária energia. Algo que este tipo de regime não facilita por ser demasiado restritivo. São necessários também micronutrientes como a vitamina B e E, zinco, selénio, que se encontram em défice nas dietas detox, o que dificulta a desintoxicação natural do organismo.
Talvez sinta maior “leveza” uma vez que existe maior introdução de água e verduras (que por vezes são alimentos que a pessoa não ingere habitualmente). Contudo, é quase certo que apareçam também dores de cabeça, náuseas, insónias, fraqueza (que por vezes leva ao desmaio) e ansiedade causadas pelo pouco aporte energético.
Como alternativa, pode adoptar certos comportamentos que permitam ajudar o organismo a recuperar dos excessos, tais como:
- Aumentar a ingestão de água
- Evitar bebidas alcoólicas
- Fazer actividade física
- Dormir pelo menos 8h por noite
- Aumentar o aporte de vegetais e verduras
- Consumir porções mais moderadas
- Evitar açúcares refinados e refeições pré-cozinhadas.
Mais importante que tentar minimizar os estragos, é a prática consistente de um regime alimentar variado e equilibrado, com a ingestão de gorduras saudáveis, proteínas e fontes de fibra (ex: verduras).
Contudo, existe algo que é importante salientar: mais importante do que querer ter uma alimentação absolutamente rigorosa no que diz respeito às regras inerentes a uma alimentação saudável.
A ideia não é perder qualquer margem de manobra para um “pecado” adicional. E sim desfrutar de tudo o que de bom cada alimento nos proporciona, a nível de sabor e de benefícios para a nossa saúde.