Presente nas nossas mesas em maior ou menor quantidade, o açúcar ganhou um lugar de destaque na nossa alimentação. E encontra-se nos mais variados alimentos, desde os mais óbvios como: rebuçados, chocolates, até aos que nunca pensaríamos que o incluem, como por exemplo: pão de forma e alguns tipos de condimentos.
Contudo, apesar de ser doce (muito doce!) ao paladar, o seu consumo de forma regular traz um lado amargo para a nossa saúde.
Com efeito, é um dos principais responsáveis por diversas patologias e condições de saúde, tais como:
- Cria inflamação no organismo, pelos picos de glicose no sangue e também pela resistência à insulina. O que pode levar a excesso de peso e obesidade, fígado gordo, etc. As variações de glicose também nos tornam mais cansados e com pouca energia.
- Facilita o avanço de doenças autoimunes. É o alimento preferido das bactérias “más” da microbiota e flora bacteriana, o que pode provocar disbiose intestinal e torna o sistema imunitário mais fraco.
- Faz com que as gorduras oxidem, o que o torna o principal responsável pelas doenças cardiovasculares. Em excesso, é transformado em triglicéridos que são guardados como fonte de energia (gordura). Esta oxidação facilita também a formação de placas de aterosclerose, o que faz com que sejamos bons candidatos a sofrer um enfarte.
- Provoca ansiedade. Faz com que a produção de adrenalina seja até quatro vezes maior, stressando-nos e criando ansiedade. Para além disso, aumenta os níveis de cortisol.
- Causa principal de diabetes. Começa por criar resistência à insulina, até que surge um quadro de diabetes, principalmente tipo 2.
- Faz com que pareçamos mais velhos. O açúcar em excesso interfere com a função de vitamina C, que actua como antioxidante e promove a produção de colagénio e elastina, para além de fabricar mucopolissacarídeos, responsáveis pela cicatrização e elasticidade da pele. Faz com que a pele tenha pior aspecto e se pareça mais envelhecido.
- É viciante. Ao consumirmos açúcar, o cérebro liberta dopamina, um neurotransmissor associado à recompensa e prazer. O que nos deixa felizes e satisfeitos. No entanto, com o tempo, pode existir tolerância à dopamina que é libertada pelo consumo de açúcar, o que faz com que a dose necessária para termos o mesmo efeito seja maior. E leva a que se consuma ainda mais.
Em suma, são algumas das razões que nos poderão fazer pensar duas vezes antes de comer “mais um bolinho” ou despejarmos o pacote de açúcar no café (ou cafés) diários.
Pois nem sempre podemos dar ouvidos à máxima: “O que é doce nunca amargou”.