O stress pode ser definido como uma adaptação normal do organismo face a um a determinada situação.
Os mecanismos a ele inerentes têm como origem o centro do cérebro, que regula uma série de reacções fisiológicas com o objectivo de combater o elemento causador de stress.
As duas hormonas que actuam neste processo são: adrenalina e cortisol. Pode dividir-se em stress agudo e stress crónico. Considera-se stress agudo uma exposição num curto espaço de tempo ao agente causador de stress e crónico se for uma exposição prolongada ou repetida por um espaço de tempo mais alargado.
Quando se torna crónico, o organismo é invadido por cortisol e o equilíbrio interno fica em causa. As reservas presentes no organismo ficam comprometidas.
As consequências que podem surgir a longo prazo podem ser: aumento de peso, obesidade abdominal, diabetes tipo 2, aumento da morbilidade e mortalidade por doenças cardiovasculares.
Algumas dessas alterações podem ser:
Perda de magnésio – as hormonas de stress tornam as membranas celulares mais permeáveis, provocando uma saída do magnésio e a sua perda significativa através da urina.
Esta perda vai provocar uma hiperactividade neuronal, amplificando os efeitos do stress. O seu défice acentua também a sensação de cansaço.
Diminuição da síntese dos neuromediadores do bem-estar – o cortisol em excesso interfere na síntese de neuromediadores do humor e do prazer (como por exemplo a serotonina e a dopamina).
Pode resultar em cansaço, perda de motivação e distúrbios do apetite. É também por esta razão que acontecem as chamadas “compulsões açucaradas”, onde há uma ingestão acentuada de alimentos mais doces.
Esgotamento das reservas de energia – para combater o stress, os músculos, o coração e o cérebro vão precisar de energia.
O cortisol torna isso possível ao aumentar o nível de açúcar no sangue, através da glicose armazenada no fígado. Ao prolongar esta situação, estas reservas podem esgotar, aparecendo o cansaço.
Para combater e reverter esta situação, podem adoptar-se diversas estratégias, como por exemplo através da alimentação.
Deste modo, deve apostar-se no consumo de alimentos ricos em magnésio (chocolate preto, frutos secos, frutos do mar). Proteínas (carne, peixe, ovos, frutos secos), gorduras (azeite, peixes gordos), vitamina C (citrinos, brócolos, frutos vermelhos) são também importantes.